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Fresas Dentárias

Um Guia introdutório completo sobre Fresas Dentárias

As fresas utilizadas em medicina dentária permitem a realização de múltiplos trabalhos, tanto para fins restauradores, como cirúrgicos ou de uso em laboratório, e ajudam a reduzir consideravelmente o tempo na realização desses trabalhos. Por definição, estes instrumentos são usados para o desgaste de superfícies, desgaste de outros materiais como acrílicos ou metal, preparação de cavidades,…


CLASSIFICAÇÃO DAS FRESAS DENTÁRIAS:

Atualmente existem milhares de fresas dentárias que podem ser classificadas tanto pelas suas diferentes formas, como pelos seus tamanhos e pelos diferentes materiais de que são feitas. Para poder realizar uma distinção exata dos diferentes tipos de instrumentos disponíveis, foram codificadas através de um padrão (ISO) que é utilizado por qualquer tipo de fabricante de fresas dentárias, com o fim indicado.

 

De acordo com as suas codificações, as fresas dentárias podem ser identificadas por:

  • Os materiais que compõem a parte ativa (carboneto de tungsténio, diamante,…)
  • Os rotatórios com os quais cada fresa é compatível: turbina (FG), contra-ângulo (CA), peça de mão (PM),…
  • As diferentes formas das partes ativas das fresas
  • As granulometrias e diâmetros dos grãos da parte ativa de cada fresa


 

MATERIAIS DAS FRESAS DENTÁRIAS:


Existe uma grande variedade de fresas dentárias no mercado, e cada uma oferece vantagens específicas. Tendo isto em conta, é importante saber que tipos de fresas funcionam melhor para cada caso, a fim de tomar a decisão correta na hora da sua escolha.

A seguir, vamos examinar cinco tipos de fresas de acordo com o material em que são fabricadas. Desta forma, cada fresa dentária pode ser classificada nos seguintes grupos:



FRESAS DE DIAMANTE:

possuem um corpo de aço inoxidável e estão revestidas de pó de diamante através de um processo de hidrólise. São as fresas de corte mais preciso, motivo pelo qual são as fresas utilizadas com maior frequência para cortar porcelana ou polir. A sua parte ativa pode ser fabricada tanto em diamante natural como ser feita de diamante artificial. Por isso, é importante destacar que as criadas com diamante natural possuem uma série de vantagens em relação às de diamante sintético: 

  • Uma maior durabilidade, dado que a dureza do diamante natural é superior à do sintético

  • Um desgaste uniforme, já que o diamante natural se desgasta de maneira completamente homogénea, sem gerar arestas que tornem os cortes posteriores menos precisos e eficazes, o que supõe também uma grande poupança de tempo de trabalho, ao ser necessário um menor polimento.

  • A característica anterior torna possível, além disso, que as fresas com diamante natural tenham um rendimento de 100% desde a primeira até à última utilização.

  • As partículas de diamante que possuem este tipo de fresas têm um tamanho idêntico, com o que se conseguirá sempre um polimento preciso e contínuo.

FRESAS DE CARBONETO DE TUNGSTÉNIO: 

O tungsténio é uma liga de aço, cobalto e carboneto de tungsténio, com a qual se consegue um material de grande resistência, para preparar cavidades e próteses acrílicas parciais. Possuem características que as distinguem das fresas de aço, como uma dureza duas vezes superior. 

As fresas de carboneto costumam ser utilizadas habitualmente em cirurgias, ou em casos em que é necessária a utilização de um instrumento contundente e resistente. A sua vantagem em relação às de diamante é que deixam uma superfície muito mais lisa do que as fresas de diamante. Além disso, as fresas de carboneto também têm uma menor vibração do que outros tipos de fresas dentárias durante os tratamentos.

FRESAS DE CERÂMICA:

Entre as diferentes vantagens deste tipo de fresas destacam-se: o facto de serem fabricadas em cerâmica, que é um material que não transmite tanto calor como acontece nos outros tipos de fresas dentárias, o que facilita a manutenção da integridade das peças sobre as quais se trabalha. Isto mesmo faz com que, após realizar cortes com uma temperatura mais baixa, se reduzam consideravelmente os possíveis riscos de queimaduras ao realizar as trocas de fresas.

Além disso, entre as suas características principais estão o facto de estas fresas dentárias não entupirem a zona ativa dos instrumentos rotatórios e não serem afetadas por corrosões, que causam desgastes noutros tipos de fresas, com a utilização de produtos que contêm uma química corrosiva.

 

Também cabe destacar que com este tipo de fresa se consegue um tato com maior sensibilidade, pelo que se podem diferenciar com muito mais precisão os tecidos dentários desmineralizados ou conseguir um alisamento ideal ao desgastar coroas, detetando as possíveis imperfeições.

FRESAS DE AÇO:

Este tipo de fresas estão especialmente pensadas para a extração de dentina ou a preparação de cavidades e para o alisamento da raiz. Além disso, destacam-se por serem removedoras de tártaro. Este tipo de fresas estão fabricadas especificamente para contra-ângulo ou para peça de mão. Por isso, entre as suas principais vantagens estão o facto de, a alta velocidade, oferecerem uma grande resistência à abrasão e uma boa retenção das arestas quando se combinam com carbonetos resistentes ao desgaste. Também são de menor manutenção e muito flexíveis. No entanto, estas fresas tendem a lascar e a ficar baças mais facilmente do que outras fresas dentárias.

CODIFICAÇÕES DAS FRESAS DENTÁRIAS:


De acordo com as suas codificações, as fresas dentárias podem ser identificadas por:

  • Os materiais que compõem a parte ativa (carboneto de tungsténio, diamante, aço,…)

  • Os rotatórios, com os quais cada fresa é compatível: turbina (FG), contra-ângulo (CA), peça de mão (PM),…

  • As diferentes formas das partes ativas das fresas

  • A granulometria e diâmetros dos grãos das partes ativas de cada fresa

  • Os diâmetros das partes ativas (nos pontos mais largos de cada fresa), as quais possuem, conforme a sua forma, uma numeração associada, o que torna possível uma melhor identificação das mesmas.

 

GRANULOMETRIA DAS FRESAS DENTÁRIAS:


As granulometrias das fresas dentárias podem ser distinguidas, habitualmente, através das codificações estandardizadas por cores, que aparecem num anel na haste de cada instrumento (embora não sejam utilizadas por todos os tipos de fabricantes, nem em todo o tipo de fresas). As cores identificam, desta forma, a granulometria:

  • Branco: Super fino

  • Amarelo: Extra fino

  • Vermelho: Fino

  • Azul: Standard

  • Verde: Grosso

  • Preto: Super Grosso

FORMAS BÁSICAS DAS FRESAS DE DIAMANTE:



Existem mais de 25 formas de fresas diamantadas. Estas são as mais utilizadas pelos médicos dentistas:

  • Redonda ou de bola: Utiliza-se para realizar qualquer abertura cavitária, eliminar cáries ou a criação de um sulco de orientação em próteses. 
  • Cilíndricas de ombro plano: Dedicadas à criação de superfícies planas, pela combinação da sua base plana e a parede lateral. Para a confeção e aperfeiçoamento de preparações em ombro reto para prótese fixa.
  • Cilíndricas de ombro curvo: A ação específica da extremidade produz diedros internos arredondados ou desgastes longos com uma definição geométrica arredondada. As de maior diâmetro podem usar-se para criar sulcos oclusais na preparação de dentes em prótese fixa.
  • Cilíndricas de extremidade ogival: O seu principal uso é fazer linhas em prótese fixa. 
  • Tronco-cónicas de ponta arredondada: usadas para engastes, sulcos de orientação e biséis na preparação de próteses. Apresentam conicidade lateral.
  • Tronco-cónicas de ponta plana: Para realizar, sobretudo, desgastes, confecionar degraus, definir linhas terminais nas preparações de próteses e poder, além disso, realizar biséis ou contrabiséis. 
  • Chama: utilizadas habitualmente para realizar desgastes na região interproximal.

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